Mitos e verdades sobre o câncer de mama

Fique por dentro do que a ciência já revelou sobre o câncer de mama. Descubra o que é mito e verdade sobre essa doença que faz milhares de vítimas todos os anos. E cuide-se para ficar longe dela!

 

 

O câncer de mama ainda é um assunto que assusta muitas mulheres, mas saber mais sobre a doença é melhor maneira de você lutar contra ela. Sabia? Segundo a mastologista da Unifesp e consultora médica do Instituto Avon, Rita Dardes, muitas mulheres relutam em fazer os exames anuais, que poderiam identificar os tumores no início, por acharem que elas estão livres da doença. E muitas outras negam o tratamento por acreditarem que o câncer não tem cura. “Câncer não é sinônimo de morte. Existem sim muitas chances de cura, principalmente, se ela for descoberto no início”, reforça a mastologista.

 

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A seguir, confira os mitos e verdades sobre o câncer de mama:

 

O histórico familiar sempre está relacionado ao câncer.
Mito.
Dados do INCA mostram que o históricos familiar representam cerca de 10% dos casos de câncer de mama. No entanto, quando uma mãe desenvolve o quadro depois dos 50 anos, dificilmente é considerada causa genética, mas um caso esporádico na família. Apenas quando surge antes dessa idade a probabilidade de ter sido herdada de uma geração para outra é maior. Segundo um estudo feito pelo INCA, mulheres com mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 têm 85% de chance de ter câncer de mama. O que significa que a mutação genética acontece mesmo sem histórico familiar. Todo mundo possui esses genes, mas o problema existe quando eles sofrem mutação. “Uma vez que você os tem modificados, possui 85% de chance de desenvolver câncer de mama e 60%, de ovário”, explica a médica.

 

A obesidade e o sedentarismo aumentam o risco do câncer de mama.

Verdade. Segundo estudo publicado na revista Epidemiology, Biomarkers & Prevention, mulheres obesas e sedentárias apresentam um risco 35% maior de desenvolver câncer do que as magras. Isso acontece porque
 a gordura aumenta a produção de estrógeno, hormônio feminino que estimula o crescimento das células mamárias e pode provocar o aparecimento de tumores.

 

Consumir bebidas alcoólicas é um fator de risco para a doença.


Verdade. Ainda que consumido em quantidade moderada, o álcool é um fator de risco. Doses diárias podem elevar em até 51% os riscos de câncer de mama, segundo pesquisa feita pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. Isso porque ele aumenta o nível de estrogênio no corpo.

 

Dor na mama pode ser sinal de câncer.


Mito. As mudanças hormonais que as mulheres sofrem na época pré-menstruação e na gravidez podem causar incômodos como inchaço e dor nos seios. “São raros os cânceres que causam dor”, afirma a mastologista, que alerta que os sintomas mais comuns são nódulos nas mamas e axilas, secreção espontânea das mamas, depressão ou vermelhidão e coceira constante no bico. Por isso, caso perceba algum desses sinais, procure um especialista o quanto antes.

 

Retirar os seios é uma forma de prevenção para quem tem histórico familiar.

Verdade. Essa técnica é chamada de mastectomia profilática, que foi realizada pela atriz Angelina Jolie, é uma forma de prevenção, sim. Mas a cirurgia é recomendada apenas em casos de alto risco, identificados a partir de um cálculo feito pelo mastologista. O médico leva em consideração um complexo histórico familiar e faz uma avaliação genética.

A cirurgia retira o tecido glandular mamário, preserva a pele e reconstrói a mama com prótese de silicone ou tecido gorduroso intra-abdominal.

 

Atividade física previne a doença.

Verdade. Fazer exercícios é uma maneira de reduzir a gordura do corpo e diminuir quantidade de estrógeno que age aumentando as chances do câncer, além de fortalecer o sistema imunológico. Por isso, aconselha-se praticar atividades físicas regulares — cerca de 4 vezes na semana, grau moderado de aeróbico, por 40 minutos.

 

A pílula aumenta as chances de desenvolver câncer de mama.


Mito. Um estudo feito nos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDCs) dos Estados Unidos mostra que o uso de pílulas contraceptivas não aumenta o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama.

 

 

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